quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Com que deck eu vou ? #Standard


Olá, tudo bem ?



Ano novo, novos planos ,  etc, etc,etc, clichês de “Hoje, é um novo dia, de um novo tempo, que começou...”.





Só pra fixar mais um pouco na cabeça :D


O mundo não acabou,  meu timão ganhou o Mundial (para alguns, isso é o fim do mundo) e 2013 começa com muita coisa boa relacionada ao Magic na região, logo, estou aqui para escrever para vocês.


O Saloon começa o ano com o Grand Prix Trial Pittsburgh dia 5 de janeiro e no dia 19, o GPT para o maior evento do magic no Brasil, o GP Rio. Isso só para falar de janeiro, porque em fevereiro ainda temos Grand Prix Trial San Diego. Todos esse eventos serão no formato Standard, então se você está em duvida se fecha aquele deck T2 agora ou espera Gatencrash, bom, agora é a hora certa!.





( Não sabe o que é um Grand Prix Trial ? Clique AQUI)


Para quem não está familiarizado com o T2, ou está em dúvida de qual deck escolher, aqui vão algumas opções do que tem de melhor no formato.


CONTROL
Pra turma dos Thragtusk, Supremo Veredictos e Planeswalkers.


Não sei se você notou, mas nessa brincadeira que fiz com staples de control eu meio que já resumi um deck, o Bant Control.






































Com essa lista Reid Duke ganhou o Invitational da Starcity, um importante campeonato dos Estados Unidos. O plano do deck é simples, sobreviver. Você faz  uma criatura e ganha vida, bloqueia as do seu oponente, ganha mais vida com Revelação da Esfinge, limpa a mesa com Veredito, ganha mais vida, faz bicho, bate um pouco, ganha mais vida, faz Jace para controlar a mesa, ganha mais vida...E por ai vai, o deck é ideal para jogar em um ambiente com vários decks de criatura, típico deck chato de enfrentar, mas que ganha muita coisa.

Ele tem problemas contra outros decks com uma temática mais de controle, dai a adição de Nephalia. O Bant ascendeu  no momento mais agressivo do standard, além de que, graças ao bom late game, ser uma resposta razoável contra decks midranges sem Revelação da Esfinge.

Por essas caraterísticas únicas, é o control que melhor sobrevive nessa selva que está o T2.


MIDRANGE
Pra  quem curte Huntmaster, Bonfire, Ultimate Price e muitas shocklands.


Pra quem ainda não conhece esse tipo de deck, midranges são deck que, basicamente, misturam cartas dos decks control e agroo, podendo assumir as duas posturas. Ao mesmo tempo que usa cartas como Fogueira dos Humildes, eles também usam Thundermaw Hellkite. 

Huntmaster of the Fells é um ótimo símbolo desse tipo de deck, enquanto em um primeiro momento ele tem uma postura control (ganha vida e faz bloqueador), logo ele tem a capacidade de se transformar em um incrível 4/4 com atropelar que pode agredir até o fim, sua maleabilidade o faz carta-chave em decks midrange


NAYA

































Um bom resumo do Naya ? Chegue na 4ª fonte de mana e depois jogue bombas todo turno. O deck tem ótimas respostas contra decks agressivos, ganha vida com suas criaturas e tem burns para bichos pequenos. Contra controls, ele se aproveita do tamanho de suas criaturas, para jogar como um beatdown.

Anjo da Restauração é uma das justificativas do uso de branco no deck, ele te da mais velocidade, podendo ser jogado no turno do oponente, o que te da mais dinamismo e atrapalha na tomada de decisões do oponente, fora que, como você deve ter notado, a maioria das criaturas do deck tem efeitos quando entram em jogo, logo, nosso anjo é uma carta coringa.

O branco ainda nos dá Anjo da Serenidade, que garante um late game para o deck, Amuleto Selesnya, que é o melhor amuleto (até agora), sendo um “canivete-suiço” que serve para todas as horas, e Loxodon Smiter no side, que é o inferno para qualquer deck que use anulas.


JUND































Ah, o jund. Foi rei no T2 de Alara e hoje reina no Modern (assunto para o próximo artigo). Com base de mana apropriada, era questão de tempo para surgirem listas do deck, ele já teve versões mais agressivas e mais lentas, a atual é um meio termo agradável, que vai bem em um ambiente de midranges.

Preto adiciona opções ótimas para combater outros deck que tenham a mesma velocidade, Deathrite Shaman é um drop 1 sensacional e faz com que desde o começo, o Jund comece a ter pequenas vantagens. Server the Bloodline segura a possibilidade de múltiplas cópias e Ultimate Price é a remoção instante que tanto faz falta ultimamente (RIP Doom Blade). Olivia Voldaren, ah a Olivia, essa vampira atua quase como os antigos Titãs do T2, se não for removida a tempo, leva um jogo sozinha, podendo matar criaturas pequenas e tomar para o seu lado, bombas alheias. No side ainda temos Duress, que é assustadoramente forte atualmente (Apetite por Cérebros tem o problema de não pegar Revelação da Esfinge) e Jogos Mortais, que simplesmente se livra daquela carta chata, como Revelação da Esfinge, que tanto ganha de Jund.


URW (American Midrange)


Eu já escrevi sobre esse deck AQUI.



































Esse arquétipo ganhou o 50k da TCG Player. A idéia continua a mesma, você abre caminho para o Geist e tem Thundermaw como finisher.Felling of Dread e Azorius Charm trabalham a favor desse plano e os burns além de limparem caminho, ajudam no clock.

O URW Midrange é uma escolha agressiva no metagame, porque você normalmente procura partir pra cima, mesmo contra decks, em tese, mais agressivos que você.



URW Flash


Ok,  chamar o Flash de midrange é algo bem polêmico (MAMILOS!), a habilidade  de poder praticamente só jogar no turno do adversário é bem mais tempo do que midrange, mas a espera de uma análise mais detalhada (seja do deck, seja do que é o arquétipo "tempo"), fica por aqui mesmo.



































Quando falei sobre o Naya, comentei sobre o quão bom era o Anjo da Restauração por te dar a opção de jogar no turno do oponente, sempre te dando a vantagem estratégica de esconder seu jogo. Agora imagine que boa parte do seu deck é assim. Pois é, o deck compensa a falta de bombas com uma estratégia muito forte (Fadas que o diga!) e é um dos deck mais difíceis de pilotar do atual T2.

Originalmente esse deck era apenas UW, mas com o crescimento dos arquétipos com criaturas pequenas, se fez necessário a adição de vermelho para Pillar e Lança, fora Staticaster de side, que é sensacional. A grande diferença desse deck para sua versão 100% midrange é no plano de jogo, enquanto o American Midrange tem uma proposta mais agressiva e de certa forma até linear, o Flash manipula o tempo de jogo, podendo acelera-lo (usando pike e Revelação)) ou desacelera-lo (counters e burns), conforme lhe seja conveniente.



AGROO
Rancor, Thundermaw e muito, mas muito, “sangue-nos-zóio”



GW































Esse foi um dos primeiros agroos deck de sucesso no novo Standard, a combinação Loxodonte + Rancor emparelhado com Paladino é mortal e ganha muito jogo com uma facilidade assustadora, o deck ficou em baixa a partir do momento que o ambiente resolveu usar vermelho para controlar, Bonfire e Pillar são cards complicados, mas contornáveis.
O deck tem duas versões, uma mais lenta, com Sublime Arcanjo, e uma mais rápida, com Thalias, Geists e Ulvenwald Tracker.



BR Zompire



























Criação do grinder brasileiro no mol, _Batutinha_, o br tem uma das curvas mais agressivas do T2. Ao contrário do pensamento geral, de que agroos perdem gás, o deck surpreende por começar forte, com várias cartas de poder forte e custo baixo e continuar batendo, com Falkenrath, Hellrider e Thundermaw, sendo essas também cartas chave para passar por cima de Thragtusks.

Um dos pontos fortes do deck é sua sinergia com a Aristocrata Falkenrath, Mensageiro de Geralf e Gravecrawler ajudam a pressão ser constante, fugindo de remoções. Na verdade, com essa tática, poucas cartas atualmente tiram a vampira de combate, Esfera de Detenção e Escorregão Trágico são um dos poucos exemplos disso.


Red Deck Wins
























Síntese da filosofia agressiva do magic, o RDW anda com sorte, nos últimos anos saem cada vez mais versões fortes desse deck, e mesmo em um ambiente onde todo mundo ganha vida, o deck bate cada vez mais forte e continua perigoso.

Thundermaw e Hellrider novamente são os culpados por essa força, mantendo em constante pressão o adversário. Mas vale ressaltar que existe outro culpado, o aparentemente, sem importância 1/1 Pyreheart. Esse lobinho faz o inferno contra decks lentos, graças a ele, o deck quase que ignora uma mesa defensora com poucos bloqueadores . Seu oponente fez um Thragtusk ? Legal, ganha vida, e reza para ficar vivo na minha volta de Hellrider, Lobo e outras criaturas!


Naya Humans




































Lista que fez bom resultado no StarCityGames  Invitational, O deck é meio que uma continuação do Naya agroo do T2 da temporada passada.

A estratégia é simples, encha a mesa e bata sem dó, sua criaturas ficam mais fortes uma com as outras e graças aos Lobisomens, o naya humans puni decks como o flash, que não gostam de jogar no próprio turno.

É uma aposta agressiva, mas ao mesmo tempo mais consistente. 



COMBO
C-C-C-C-OMBO BREACKER!!!!!!  ON YOUR FACE!!!!


Todos esses combos do T2 atual tem algo em comum, não são rápidos, mas tem a vantagem de conseguirem jogar fora do combo, o que dificulta a vida do oponente, é engraçado ver a frustração do adversário quando, por exemplo, o Reanimator ao invés de jogar tudo para o cemitério, começa a jogar como um midrange de qualidade, tudo isso para ignorar aquele Rest in Peace que viria do side. A versatilidade desses decks, usando o side, é uma de suas maiores forças.


Omnidoor




O deck nasceu como mais uma das idéias mirabolantes do americano Travis Woo, famoso por gostar de deck diferentes, como o Living End e Epic Experiment. De uma brincadeira o deck se tornou uma ameaça real e já foi usado inclusive pelo campeão do Pro Tour Berlim, Luis Scott Vargas.

O plano é simples, você ganha tempo com cartas como Fog e Supremo Veredito e vai rampando, agilizando suas fontes de mana. Faz Omniscience, e joga o deck todo na cara do oponente. Simples xD

Com a baixa no número de anulas, graças ao grande número de Cavernas das Almas no ambiente, o Omnidoor ganhou força e pode surpreender muita gente.  


Humanimator































Lembra quando falei sobre um plano fora do combo ? Esse deck tem um dos mais interessantes, cartas como Huntmaster e o mini-combo Nightshade + Staticaster garantem que o deck consiga tranquilamente jogar sem usar o cemitério, mas sempre que se sentir seguro para isso, ele joga todas as suas criaturas para o cemitério e as traz todas de uma só vez com o Angel of Glory’s Rise, que junto com Goldnight Commander, faz várias criaturas com um poder incrível, que com ímpeto (no caso de staticaster e do alvo do Zealous), matam o oponente em um único ataque.

Esse arquétipo ganhou um GP no Japão e usa as Cavernas das Almas não apenas como proteção contra anulas, mas também como fonte multicolorida para os Humanos.


OPÇÃO BUDGET
Gaste pouco em um bom deck.


Budget são os decks que são baratos, mas ao mesmo tempo podem ser usados em um ambiente competitivo. A opção budget do T2 atual é o BG Agroo.
































Desenhado por Brian Kibler para o SCG Invitational, esse deck tem combinações muito fortes. Ulvenwald Tracker + Ooze é uma remoção fortíssima, que ganha boa parte dos jogos contra decks agroos, se você observar bem o deck, várias criaturas tem sinergia com esse 1/1 matador.

Confesso que sou grande fã dessa lista, que vem fazendo sucesso no MOL com várias vitórias em Daily Events, Premiers e um segundo lugar no MOCS (Magic Online Championship, principal evento do Magic Online), cartas como Garruk Rentless, Deathrite Shaman e Geist são incrivelmente poderosas e fico feliz que acharam um lar.

As cartas mais caras do deck são os Planeswalkers e as shock lands, ou seja, cartas que podem ser aproveitadas depois, então você que não quer gastar muito e ter um deck forte, essa é a opção.


Bom, esse foi meu resumo do T2 atual, e espero que ajude vocês a se prepararem para os grandes eventos desse começo de ano.


Boa sorte a todos,


Até a próxima!


Rudá Andrade


@_Rudandrade 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

FNM - Janeiro 2013 - Lança Cauterizante (Searing Spear)

Um novo ano começa e outro ótimo card comum vem para a nossa coleção de FNM... Pareça até que está virando padrão para a Wizards lançar apenas cards comuns...

E vale lembrar que ele joga Standard (T2), um motivo a mais para ser desejado: LANÇA CAUTERIZANTE !!


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

GPT Rio 2013 - Saloon Jaú

Horário: 14 horas
Formato: Standard
Local: Saloon (Av. João Ferraz Neto, 534)
Inscrição: 25 reais
Vagas: 20 jogadores

Premiação: 2 boosters por inscrito para os melhores colocados, além de Bye3 para o campeão no GP Rio (em março) 


Pre-inscrição: Será informada em breve através do blog e também na nossa página do Facebook


* De acordo com o comunicado do organizador do GP Rio os campeões de todos os GPT's concorrerão a uma premiação extra de 4 caixas de booster para o campeão melhor colocado no GP.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Porque jogar um GPT e dicas de Juiz para Torneios.


Olá, tudo bem ?

Normalmente escrevo como jogador e apreciador do jogo, mas dessa vez deixo esse  Rudá de lado e passo para o Rudá Juiz.


Porque jogar um Grand Prix Trial ?





GPTs oferecem uma série de vantagens que torneios regulares não.


Um comparativo:


Torneio Regular

·         Pontuação para os Planeswalker Points x1.
·         Nível de aplicação de regra Regular

Grand Prix Trial

·         Pontuação para os Planeswalker Points x3
·         Nível de aplicação de regra Competitivo
·         BYE 3 para o GP em questão.


Analisando essas diferenças, que em uma primeira olhada são simples.


Para jogar o atual Nacional de Magic (hoje chamado de World Magic Cup Qualifier), o único meio é tendo 300 Planeswalker Points, se você faz em média  3-1 por campeonato regular, ou seja 10 pontos (1 por participação, 3 por vitória), você precisa de 30 campeonatos para conseguir a pontuação, em uma temporada de um ano, você teria que manter uma regularidade digna de Pro Player em todo o campeonato que jogasse. No multiplicador x3 do GPT isso fica mais fácil, porque além  ganhar mais pontos por participação, todo o ponto que você ganha é vezes 3, ou seja, no nosso exemplo, você faria 10% do que você precisa, em um único evento!

Fora que esses pontos acumulados podem dar também  BYE para GPs (teremos um GP no Rio de Janeiro, ano que vem). Dada a raridade desse tipo de evento no interior, é sempre bom aproveitar.

No Magic, temos alguns níveis de aplicação de torneio, de acordo com sua aplicação de regra, Casual, Regular  e Competitivo. O GPT é no nível mais alto, o Competitivo, ele tem algumas diferenças do Regular e ai vão algumas dicas para não ter problemas com isso:

  • · No evento, você precisa preencher uma decklist, nela você lista seus cards do maindeck (no mínimo 60) e do sideboard (ou 0 cartas ou 15). Para facilitar, traga ela já pronta (link para download) ou pronta para passa a limpo na lista que será entregue quando você se inscrever. Quaisquer dúvidas para preenche-la, chame o juiz, essa lista será checada pelos juízes e quaisquer erros serão punidos com Game Loss, ou seja uma perda de jogo (lembrando que você joga uma melhor de 3 jogos).
·          
  •  Na partida, cuidado ao embaralhar o deck do seu oponente, evite derrubar qualquer carta ou sem querer ver alguma enquanto embaralha.
·       
  •   Nunca, em hipótese alguma, tente oferecer algo a seu oponente pela vitória, isso abrange desde oferecer algo para ele conceder até aquele “vamos decidir no dado quem ganha ?”  Esse tipo de coisa da Desclassificação imediata do torneio, além de possível banimento pela Wizards.
·           
  •  Essa é mais especial para o nível competitivo e costuma causar alguma confusão, sempre que você tem uma carta com uma habilidade desencadeada, anuncie ela, independente dela ser opcional ou não. Por exemplo, a carta Geist de Santo Traft quando ataca, faz um anjo 4/4 com voar que entra atacando. Em outro níveis, mesmo que você esqueça de falar, a habilidade acontece, no Competitivo você precisa falar que ela está acontecendo, não necessariamente anunciar a habilidade toda, uma indicação simples como anunciar que está “batendo 6” já basta, ou então colocar algo indicando a ficha. Se você esquecer, a habilidade não acontece.
·          
  •  Marque vida com bloco de papel e caneta, é um meio mais confiável do que dados, que apresentam  risco de você esbarrar e no bloco de papel você tem registrado cada mudança de vida, o que facilita caso aconteça alguma confusão quanto aos pontos de vida.
·          
  •  Leve o número de DCI!
·          
  •  Uma dica para torneios no geral, na dúvida sempre chame o juiz, ele está lá pra isso e não tem  nenhum problema chama-lo demais se você tem dúvidas.

O BYE 3 oferecido pelo GPT serve apenas para o GP em questão, no caso o de Charlotte, nos EUA. Esse BYE não é transferível. BYE 3 Significa que você só entra na 4ª rodada e com 3 vitórias (não, byes só são acumulativos até o número 3). No geral, a premiação é dada pelo suíço e o BYE é decidido em top4 ou top8.

Os GPTs são um degrau muito bom para quem quer jogar Magic mais sério, ao invés de pular do casual e dos FNMs para os PTQs, você passa por um torneio grande, mas ainda na sua comunidade local.


Boa sorte a todos !

Até a próxima,


Rudá Andrade “Juiz Level 1”

@_Rudandrade

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

4 Dias de Magic #Nacional Legacy



Olá, tudo bem ?


No último artigo falei sobre os FFAs e de como eu e o Paulo “Skyteddy” estávamos nos preparando para o Nacional Legacy 2012, discutimos algumas listas e resolvi usar a mesma lista do FFA, só com a mudança de -1 Grimório Silvestre e +1 Snapcaster no maindeck e -1 Ancient Grudge e -1 Crypta por +1 Pyroblast e +1 Submerge. O que motivou essas mudanças, snap me pareceu uma opção mais agressiva que grimório e a opção de uma 5ª stifle ou mais burns, me agradava (no final das contas, grimório é melhor mesmo). No side, eu esperava mais UW Miracles no Nacional Legacy do que nos FFAs, por ser um deck mais difícil de pilotar, dai a adição de pyroblast, o submerge a mais é contra mirrors e mavericks, e não esperava tantos graves decks. Surgical é bom contra Miracles, por isso mantive, em detrimento de Cripta.

Passada a noite mal dormida que costuma anteceder grandes campeonatos, chegamos cedo ao local do evento (seja por ansiedade, seja pela promoção de que os 100 primeiros inscritos ganhariam camisetas do evento).  Para quem não está acostumado, os grandes eventos no Brasil sempre tem um belo atraso, fiquei positivamente surpreendido com a liberação das rodadas próximo as 10h, como previsto.




1º Rodada  - GW Maverick

Vejo que minha mesa é a 21 e comento com um colega que meu oponente se chama Gabriel Casas, nessa hora fico sabendo que ele é o atual campeão do torneio. Chego na mesa e não encontro meu oponente, depois de esperar alguns minutos, pergunto ao juiz se a mesa 21 estava no Feature Match e...é isso ai, bora pra câmera.


Sobre o match contra maverick, é relativamente simples para eles ganharem de rug, faça relicário e pós-side proteja-o de um submerge. A chance do RUG ganhar é quebrando a base de mana do adversário, como que dando múltiplos “time walks”.

Side:

Play
+4 Submerge +2 Rough/Trumble  - 4 FoW  - 2 spell pierce

Draw

+4 Submerge +2 Rough/Trumble -4 FoW -2 Stifle  

0 - 1


2º Rodada – GW Maverick


Ah, pois é....outro.


1º Game

Começo no play e abro de mana, delver. Meu oponente tenta hierarch, que toma daze. Delver flipa e volto de mana aberta pra stifle, meu oponente, faz waste e Ooze, que toma dismember no passe. Dou waste na waste dele e ele não volta mais.

Um detalhe interessante, quando tenho dois  terrenos na mesa (uma vulcanic e uma tropical), meu oponente tenta dar wasteland na tropical, eu em resposta adiciono duas manas e uso raio no meu oponente e um daze(que volta a tropical e não anula o raio, graças a mana extra).

Antes de começar o game 2, meu oponente é chamado pelo juiz porque listou apenas 14 cartas no side, game loss.

1 -1  


3º Rodada – GW Maverick



karmas da vida...


1º Game

Ele abre de floresta e noble. Faço delver e passo, tomo path no delver e uma caverna pra thalia. Volto com land e mangusto, e na volta tomo wastland . Zico e apanho até a parte para a Maria do Bairro.

2º Game

Parecido com o primeiro, Thalia me atrasa com força e quando conseigo remove-la, tomo outro acompanhada de um ooze. Morro com um Rough na mão e dois lands na mesa

1-2


4º Rodada – Dredge

Desanimado pelo 1-2 e as chances quase nulas de top8, mas tamos ai pra esse tal de Legacy. Essa rodada foi interessante porque eu já conhecia meu oponente, desde quinta-feira ele estava tentando a todo custo a vaga no FFA, era o tipo de jogador pelo qual você acabava torcendo, porque ele estava na situação que ninguém que joga FFA quer. Quando sai da Domain, na sexta a tarde, ele tinha acabado de ganhar a semi do último FFA e iria jogar pela última vaga, fiquei muito feliz com seu resultado, ainda mais por ter jogado tantos classificatórios.

Comprimentos a parte...

1º Game

Mantenho uma mão que me parecia forte contra dredge, ainda mais por eu estar no draw, meu plano era anular o que ele jogasse para começar o “combo” e depois rushar com o delver, fora que tinha uma waste para atraza-lo. Se ele fizesse o plano manaless, oh vida, o azar.

Ele abre de Cidade de Bronze e looting, que toma FoW. Volto de waste e ele não faz terreno.



Com ele mais lento, entro com delver, que flipa e começa a aproveitar a vantagem dele não achar terreno nos outros 2 turnos. Ele começa a fazer dredgers, mas o delver ganha dois mangusto como companhia que rapidinho acabam com a conversa.

Side:

+2 Rough/ Trumble +1 Surgical -3 Stifle

 Game

O plano é parecido com o do game 1, mas agora tem surgical, que pode ser potencializada pelo snapcaster.
Meu oponente começa com Cidade de Bronze, Diabrete e passa o Turno. Eufaço, mana, Delver e passo, no fim do meu turno ele faz troll, que toma surgical.

Ele compra e discarta outro dredger, eu começo a atacar com meu Delver flipado, no dredge ele não revela nada. E isso se repete por mais turnos, até que ele tomba 1 Narcoameba e 1 Ponte. Na mesa eu tenho 1 Delver e 2 mangustos, a um card de ativar o limiar, e na mão, 1 rough.

Resolvo arriscar, solto o rough, para ativar meus mangustos (que ficam com 2 de dano, mas fica vivos, graças ao limiar) e ataco, na esperança que meu oponente bloqueie um mangusto e perca a ponte. Ele faz exatamente isso e um turno depois mato ele com Delver + Raio.

2-2

Dredge é um dos decks mais curiosos do Legacy. Ele consegue agir como um agroo beatdown ou um combo, conforme lhe seja conveniente. Sua habilidade de poder jogar quase ignorando counters e usar cabal therapy, o faz um dos decks mais fortes do Legacy. Mas além de exigir extrema habilidade do piloto, perde para um ambiente onde todos esperam por ele.

A melhor tech contra dredge não é grave hate, é ganhar o primeiro jogo. No geral, o dredge ganha o game 1, ai perde o game 2, por grave hate. E no game 3 sideia em cima desse grave hate, o que faz o 3 o game mais justo de todos. Se você ganha o Game 1, você deforma essa estratégia e tem o fator surpresa a seu favor (nessa rodada, meu oponente tinha sideado natures claim contra possíveis criptas minhas, ou seja, tinha 3 cartas mortas no deck, graças a falta de informação correta).

5º Rodada – UR Delver

1º Game

Meu oponente que começa, ao estourar uma fetch, para Vulcanic Island e Ponder, desconfiei de um mirror. Mas após ver ele encher a mesa de terrenos, inclusive básicos, começo a rever essa idéia. Ele mata meus delver, mas consigo, após uma “counterwar”, deixar um Tarmogoyf na mesa, ele bate até a morte, só no final encontrando resistência nas formas de 1 Snapcaster 1 Goblin Guide.

Side:

+3 Pyroblast +1 Surgical -4 FoW

2º Game

Mantenho uma mão mais control, pensando em fazer mangusto e goyfs mais pra frente, quando eles fossem grande demais para o meu oponente. Ele abre forte, com Guide me punindo, quando consigo me livrar do primeiro, vem o segundo, que com Preço do Progresso (anulado), vai me apertando na partida. Quando finalmente acho mangusto, tenho pouca vida e quaisquer sequências de burns me matariam. Em duas ou tr~es compras, ele acha alguns raios e eu perco.

3º Game

Mangusto entra cedo no jogo, e com a counterwar habitual, cresce rápido, me deixando tranquilo para ignorar suas criaturas. Quando controlo o jogo, começo a punir de goyf e mangusto, em poucos turnos ele concede.

Esse match é particularmente fácil para o RUG, apesar dele ter mais burns do que eu, e trazer de side cartas como submerge e red e blue elemental blast, minhas criaturas, com exceção do Delver são maiores que a dele e no caso do mangusto, impossíveis de tirar da mesa. Parece pouco, mas isso resolve facilmente a partida.

3-2

6ª Rodada – RUG Delver

Cheguei a comentar no report do FFA (aqui) sobre o mirror de RUG, é uma partida bem difícil, principalmente pós side, quando entram cards como submerge e pyroblast.

1ª Game

Ele começa com mana ponder, eu faço delver e começo a bater. Juntamente com o clock do delver tento controlar o jogo com burns e wastelands, meu oponente vai segurando os burns com counters e vai comprando vários terrenos, o que ajuda contra as wastes. Ap[ós leva-lo a 5 de vida, ele mata meu delver e começa a destruir meus terrenos, quando finalmente  me trava, faz goyf e delver, que selam o jogo
Side:

-4 Fow -2 Pierce -1 snapcaster +4 Submerge + 3 Pyroblast

2º Game

Começo com delver, ele começa com waste e passa. Meu delver flipa para daze, eu faço land e bato. Ele volta com terreno e delver, que toma daze. Faço terreno e volto a bater com delver, ele volta com waste no meu land, que toma stifle, que toma daze.
Não compro mais terrenos, mesmo usando brainstorm, após alguns turnos ele controla o jogo, e eu perco

3-3


Como eu não tinha mais chances de top16 e o Paulo já tinha dropado, existia uma pequena pressão (vulgo, “ perde logo!”) para irmos logo embora, dropei e bora pensar no 5k.

No próximo artigo, report do 5k e conclusão.

Até a próxima,

Vlws


Rudá Andrade


@_Rudandrade