domingo, 5 de maio de 2013

Analisando Dragon's Maze - Parte 2


Olá, tudo bem ?

Vamos à parte 2 de 3 da minha análise de Dragon’s Maze e seu impacto no T2, na primeira abordei as cinco cores e destaquei apenas sete cartas, o que não quer dizer que a edição seja ruim, é uma edição pequena e como dita o bloco de Ravnica, tem sua maior força nas cartas multicoloridas.




AZORIUS


Conselho do Absoluto



UW e um hate para mágicas, sendo que diminui as suas, a carta escreve Revelação da Esfinge na testa e já chama um lugar para si no side de vários UWx decks.

Pensando ele como uma carta exclusiva de decks controls (contra decks controls), 2/4 e sem qualquer proteção o faz alvo fácil de mizzium mortars e azorius charm, apesar de que várias remoções costumam sair no mirror do pessoal do “mana-vai, mana-vai, mana-vai...”, logo, ele basicamente fica na mesa, ás vezes parado, apenas para que seu efeito te leve a vitória. É interessante pensar que ele entra na curva do Anjo da Restauração, e assim como o anjo, não precisa necessariamente entrar no turno quatro.

Não pensaria duas vezes antes de uma caverna para o Conselho entrar e abrir meu caminho para a vitória, seja com uma Revelação mais barata, ou mesmo um Assemble the Legion ou algum Planeswalker.


Lavínia do Décimo



Cara, que saudade de uma criatura com proteção contra o vermelho, apesar de que por  cinco manas, ela não realmente para um rdw. Na melhor das hipóteses você faz ela, parando seu oponente, na volta ataca e faz anjo e já ganhou precioso dois turnos. Mas mesmo assim a proteção é relevante, não ser removida por bonfire, Mizzium, ou segurar numa boa um Reckoner, só pode ser bom.

Poder parar permanente também é legal, você pode travar uma Liliana que removeria sua criatura, ou um Domri.

É uma criatura de side, mas ainda não imagino exatamente em quais matchs, contra jund, apesar de fugir de alguma remoções e parar alguma coisa, ela não para tusk e Putrify é uma realidade. Do Naya, ela para o Loxodonte, que é uma criatura bem irritante para os UWs decks (RÁ! Mas agora tem Renunciar as Guildas, RÁ!). Ela teria aplicação contra decks agressivos, apesar de que quinto turno é muito tarde e ela não te faz realmente selar o jogo, como um Thragtusk.


Silenciar



Assim como Counterflux é um bom e um mal conter, Silenciar tem situações onde você ama a carta, mas também situações onde você queria outra coisa. Por exemplo, em uma counterwar você gostaria de um dispel, um counterflux, mas não um dissipate piorado, mas, eu gosto da habilidade do Silenciar de fazer seu oponente pensar um pouco melhor sobre jogar uma mágica para atrair um conter e responder com algo melhor.

A princípio, pior que counterflux, mas chama atenção.


ORZHOV


Barão Sangrento de Vizkopa



Quando se é cinco manas e 4/4, proteção contra o branco e contra o preto são as proteções mais relevantes contra quase todas as remoções do formato, não É a proteção mais incrível no combate, mas com certeza se for cuidadoso, o oponente terá muito trabalho para tirar isso da mesa. O lifelink, somado a habilidade que pode fazer um clock, fazem do Barão uma ótima carta, talvez com lugar no Aristocratas , ou em um Junk(tusks mil alimentando o Barão).  Existe também a opção de ser finisher em um esper, mas essa é a que menos me agrada, por esse custo eu prefiro Obzedat.


Auxílio de Obzedat



Ok, eu não sou tão fã disso, ao menos que você use, Faithless Looting, Liliana, Grizly  Savage, ou algum outro jeito mirabolante para descartar permanentes de custo absurdo e que sejam relevantes na mesa (Omniscience!) , eu acho que não aproveitará muito a carta.

Mas...eu sei, você sabe, e meio mundo sabe que terão malucos tentando fazer isso jogar, então é bom ficar de olho, porque é uma carta com muito poder.


Coletor de Pecados e Sugador de Dízimo




Coletor é uma versão nova de Tidehollow,o problema é só tirar instant e feitiço, o que leva ela para o grupo das cartas control vs control, já que temos poucos combos, nesse cenário é uma boa carta, o turno três desses matchs não é muito movimentado então algo que tenha alguma presença de mesa(apesar de que para em um Augur do outro lado) e que possa tirar uma mágica relevante (para mirrors, quase tudo) me agrada muito e entraria com uns slots no side para esse carinha.

Sugador é uma carta no mínimo engraçada, não sei se para o Aristocratas é uma carta interessante, mas talvez seja legal para algum BW agroo ou BW Zombies, lifelink o faz bom contra agroo e exort é um inferno no late game.


DIMIR


Ladrão de Noção



Comprar cartas com certeza é uma das grandes vantagens quando dois baralhos de controle se enfrentam, e o Ladrão de Noção entra exatamente nesse ponto, podendo minar a vantagem de compras do seu oponente, inclusive ajudando na sua. Ok, então a carta é incrível, tem que usar e boa ? Não.

O ambiente ser predominantemente agroo não ajuda nosso amigo a jogar muito, e nos matchs onde ele vê jogo, tem o problema de só o efeito dele ser interessante, já que 3/1 por quatro manas é bem fácil de tirar na mesa e na maioria das vezes vai ficar parado, contando que seu efeito te leve a vitória.


Ceifar Intelecto



Mais uma da coleção “side contra control”, você simplesmente precisa acertar um desses no seu oponente e pronto, suas chances de ganhar aumentaram drasticamente, seja contra controls, seja contra combos, simplesmente limpar um número X de  cartas do grimório do oponente, é muito bom.


Físico Distorcido



Um ótimo removal para o esper, podendo inclusive remover uma carta como Falkenrath. Talvez seja o removal que falta para o esper dar uma alavancada no T2. Com shocks e tap lands, não imagino o custo sendo um problema.


IZZET


Dragomorfose



Um bom finisher, é bem fácil imaginar algum UWr usando isso, principalmente se o jogador alterar algumas coisas na lista padrão do deck, adicionando, por exemplo, moorland haunt e midnight haunting ao deck, para aumentar o número de criaturas no deck, com isso, é possível fazer um kill mais rápido do oponente, ao ´invés de pequenos ataques, que deixam a possibilidade de algum thragtusk trazer seu oponente de volta. Usaria 1-off também, porque é para uma situação bem específica, ao menos que o deck seja montado exclusivamente em volta da carta, por exemplo :

4 Goblin Eletromancer
4 Augur of Bolas
2 Snapcaster Mage
4 Krenkos Command
4 Lingering Souls
3 Dragonmorfose
4 Midnight Haunting
4 Izzet Charm
2 Burning Shake
4 Battle Hynm
2 Gather the Townsfolks

No caso, com o combo de Burning Shake e também com Dragonmorfose para matar, podendo usar, porque não, Virtude Intangível  para potencializar suas fichas.

Bom, fica a ideia.


RAKDOS


Exava, Bruxa Sanguinária Rakdos



4/4 com iniciativa é muita coisa, ela praticamente vai matar uma criatura do oponente por turno, imaginando ela no topo de algum deck agroo. A habilidade de dar ímpeto para outras criaturas com marcador também é muito boa pois te coloca em constante postura ofensiva durante a partida, o que só pode ser bom para vermelho e preto.

Infelizmente é bem provável que ela não veja muito jogo fora do bloco ou antes da rotação por tentar ocupar um espaço que já é do Hellrider e da Falkenrath, que atualente são opções muito melhores, mas depois de outubro, é uma carta para se manter os olhos.


Senhor da Insanidade



Pra mim, é facilmente uma das melhores cartas da edição, Senhor da Insanidade te da uma vantagem que eu considero até perigosa, que é a de ganhar o jogo quase que instantaneamente, você tem uma mesa melhor, faz ele, seu oponente não tem resposta e...top deck mode para ambos, o que obviamente é muito melhor para quem tem a melhor mesa. Simples assim, ele resolve seu jogo.

Junds da vida tem no Senhor da Insanidade a resposta para Sphinx Revelation, não adianta quantas cartas seu oponente vai comprar, no final, sua mesa é melhor e não da para mudar isso. Fora que uma caverna para demônio garante que a bomba entre de qualquer jeito.
Excelente carta.


Bufão do Espículo



Boa carta para o Jund Agroo, só com o porém de ser anti-sinérgico com o Emissário, não que ambos não joguem juntos, mas é sempre chato você começar sua “storm” de Emissários e ter uma carta que não pode ser jogada nesse mesmo turno. No BR Zombies, o único problema é que seria necessário um aumento das fontes vermelhas, provavelmente com o uso de portões.

A resistência 1 dele também é um empecilho, porque na maioria da vezes você irá troca-lo com alguma criatura do oponente (e trocar com um arbor elf é bem frustrante), nesse caso, usa-lo contra decks com poucas criaturas te da mais chances de dar um “raio” por turno.


Essa foi a parte 2, em breve a última parte, onde analiso as últimas guildas e as splitcards.


Até mais,


Rudá Andrade


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Analisando Dragon's Maze - Parte 1


Olá, tudo bem ?


Dragon’s Maze é uma edição complicada, para começar que é a última edição do segundo bloco do T2, logo não terá tanto impacto nos primeiros meses, mas ao mesmo tempo ela fará parte da base do Standard a partir de Outubro. Isso, e a falta de cartas obviamente boas, complicam sua análise, e vou confessar que adoro isso, o formato fica cheio de pequenas “armadilhas”.

Vamos as cartas, que eu destaquei, lembrando que essa análise foca o formato Standard(T2).


Branco


Renunciar as Guildas



Uma das cartas que mais gostei da edição, pela sua versatilidade. O fato de ser uma instant branca já aproxima a carta dos Flash decks, que têm vários problemas com Huntmaster, Falkenrath, Loxodonte, Obzdat, Geist...ou seja, com cartas que estão na mira de Renunciar as Guildas, o que transfere algumas cópias dessa carta com cara de side para o main, pelo menos 1-off. Por ela só afetar multicoloridas, fica mais difícil jogar em volta do efeito de édito, porque nem sempre o deck tem um bom número de permanentes para servir de “boi-de-piranha”.

Falando em permanentes, uma carta que ainda te da a capacidade de remover, Sorin, Ral Zarek e Detention Sphere só pode ser bom.

“Mas po Rudá, o efeito é em cada jogador!”

Sim, é uma das maiores restrições do card, por exemplo, você controlar Esfera da Detenção é um grande empecilho para o uso de Renunciar, já que esperasse que ela fique lá até o fim do jogo, nesse caso específico substituir por Anel do Esquecimento seria uma alternativa.


Controle de Tumulto


O T2 é extremamente agressivo, RG agroo me parece a síntese do formato, turno 1 alguma criatura, que pode ou não ter grande relevância durante a partida, e turno 2 com Emissário definindo o quão grande é sua vantagem na mesa, podendo ser normal ( 1 emissário) , forte (múltiplos emissários e/ou algum outro drop 2) ou definitiva (um número absurdo de emissários + drop 2 e tudo isso interagindo com o drop1).

Ou seja, temos criaturas com um power level muito absurdo, logo, ter mágicas que façam mais do que o “feijão-com-arroz” é o único jeito de manter algum arquétipo controle vivo. Controle de Tumulto vem com essa proposta, porque turno 3 você pode segurar um rush e deixar sua vida acima dos 10 pontos, algo crucial para ter segurança em um veredito turno 4 e assim começar a virar o jogo. Um veredito sem esse “back up” pode algumas vezes ser o que o agroo precisa para vencer, já que pode voltar com alguma grande ameaça no seu turno, devido ao oponente estar full tapped.


Azul


Eterídeo



Mais um da família do Morfolídeo e cards hiper versáteis, Eterídeo praticamente grita que vem para ser finisher de deck control, assim como Grave Titan. No T2 ele se juntaria ao grupo da Aurélia e do Obzedat, mas enquanto Aurélia só mostra sua real força quando tem mais algumas criaturas para ajuda-la e o custo de Obzdat é restritivo, Eterídeo pode sozinho resolver um jogo e é de certa forma “splashavel”, já que só entra  no fim do jogo.

A habilidade de exilar o Eterídeo é extremamente relevante atualmente, com isso ele foge das principais remoções (lembrando que regenerar, por exemplo, não funcionaria, já que Putrify está de volta), incluindo azorius charm.

A vida dos hard controls não está fácil, mas Eterídeo é uma luz no fim-do-túnel.


Indícios Desvendados



Eu gostei muito dessa carta, te da uma qualidade de draw muito boa, uma pena ser feitiço, porque no mirror de controle isso não caba sendo tão pesado já que voc~e pode ir moldando sua mão no começo, mas contra agroos, ele já ter a certeza que você tem o sweeper complica bastante.
Boa carta e é comum, para delírios dos post do pauper.


Preto


Escrivão Sangrento



Em um primeiro momento eu gostei muito da carta e achei ela um belo drop 2 pro zombies, só que não.
Na maioria das vezes em que eu fiz ele, preferia um Artista de Sangue ou mesmo um cavaleiro da Infâmia, porque queria ou preparar alguma sinergia com Falkenrath, ou apoio no ataque, até mesmo me aproveitar de alguma proteção. Pensando assim, Escrivão seria um falso drop2, entrando só mais pra frente, o problema é que mais pra frente eu quero hellrider, Thudermaw ou Falkenrath, e não uma 2/1 difícil de proteger que pode me dar as vezes 2 Gravecrawlers. Em resumo, eu quero mais impacto na mesa, se for para me ajudar com draw, eu quero essa vantagem o jogo todo, e o condicional da habilidade do Escrivão nem sempre ajuda nessa estratégia.

Boa carta, mas ainda não tenho certeza sobre uma casa para ele.


Vermelho

Xamã Pirófago




Sou muito fã da mecânica bloodrush, dar a alternativa para um deck agroo de ter combat tricks que sejam criaturas é bom demais. Mas o Xamã está bem abaixo do Rampager, que é a carta com essa mecânica que melhor joga atualmente. Mesmo assim,  uma mana por +3/+1 parece bem interessante, e por mais que 3 manas seja um custo alto, não é tão proibitivo assim para que seja impossível ficar voltando por vários e vários turnos. Na mesa, pela possibilidade de poder voltar, é um blocker considerável. Não vejo porque não testar pelo menos um em algum deck na mesma temática do naya blitz.

Verde

Chicote Celeste



O hate que todo mundo esperava ano passado para o delver, no momento ele mais assusta geists, apesar que uma criatura flash é sempre interessante, talvez aparecendo em algum RUG Flash. Mas no momento, apesar do potencial e ser relativamente forte,não vejo porque usa-la em qualquer deck.


Termino aqui a primeira parte da análise de DGM, realmente poucas cartas foram destacadas nas 5 cores já que a grande força da edição, como manda a temática do bloco, está nas multicoloridas.


Em breve a parte dois, analisando as últimas cartas e a conclusão.

Até mais,

Rudá Andrade  

terça-feira, 9 de abril de 2013

Fora de Jogo: Lições aprendidas no WMCQ e PTQ

Esta postagem era para ter sido publicada ontem, mas eu ainda tinha tantas coisas para refletir, além do fato de ainda estar com raiva, que acabei reescrevendo o conteúdo desse artigo três vezes e ainda assim eu não estava contente com o resultado.

O tema que eu gostaria de abordar originalmente acabou sendo falado em dois artigos que foram publicados hoje, o que de certa forma, me ajudou a finalizar este aqui. Eu realmente recomendo a leitura de ambos: Your Inner Monster e Breaking Through the tournament fog

Para quem não sabe, neste ultimo final de semana, dias 6 e 7 de abril foram realizados em São Paulo um WMCQ e um PTQ. Eu joguei ambos e consegui nada além de mais frustrações e dúvidas. Com um resultado de 4-4 no WMCQ e um deprimente 1-3-1 no PTQ, eu não podia dizer que estava satisfeito. Seria hipocrisia de minha parte achar que foi somente a falta de sorte que me fez ter estes resultados.

Claro, fazer uma revelação da esfinge para nove, comprando nove terrenos certamente faz você se perguntar o que diabos você fez para merecer tamanho azar, mas isso não justifica seu resultado ruim.

Porque ganhar 9 de vida e comprar 9 terrenos só pode ser bom.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Lições Aprendidas no PTQ Dragons Maze.


Antes de mais nada, uma imagem pro Rudá:

Agora, vamos ao artigo.
A Escolha do Deck:

 A escolha do deck que joguei neste PTQ passou por quatro etapas: raiva, ilusão, desespero e por ultimo, confiança. Meus testes começaram com uma versão de URW que ganhou um PTQ no MOL alguns meses atrás. Um bom deck, mas não gostava dele... um deck azul que não compra muita carta? Como pode isso? Isso me dava raiva, e assim decidi que precisava trocar de deck.

O segundo deck que eu testei, um haunted zoo, foi uma ilusão... Geist of Sant Traft segundo turno? Tribal Flames pra 5, snapcaster pra tribal flames, opa... você tá morto. O deck era muito bom, mas justo, e aprendi que no modern, ser justo nem sempre compensa. O deck mulliga muito e você acaba precisando de mãos semiperfeitas ou de muita sorte na compra, logo, não tinha confiança em jogar com ele. (Mas eu acho que japoneses não tem esse problema, visto que Ken Yukuhiro fez top8 no GP San Diego com uma lista parecida com a que eu estava treinando).

No desespero, comecei a treinar com diversos decks, URW Gifts, URW Kiki, Pod e até mesmo Jund, eu precisava encontrar algo que me passasse confiança... acho que foi aqui que eu cometi meu maior erro durante a preparação para o PTQ. Eu devia ter simplesmente decidido entre o URW e o Zoo, decks que eu já tinha algum treino e simplesmente mexer na lista para melhorar os bad matchups que eu detectasse, ao invés de tentar algum outro deck e ter de recomeçar todo esse processo.

No fim, acabei jogando com uma lista de Junk, muito boa por sinal, que me passou a confiança que eu estava buscando. Treinei com o deck algumas vezes, mas acabou faltando uma carga de treino maior. A lista que eu joguei foi a seguinte:

 Com o deck escolhido e relativamente treinado, vamos ao campeonato.

Primeira Rodada - Elfo Aggro

Sim, isso mesmo, um elfo aggro, totalmente inesperado. O primeiro game eu não tenho removals suficiente e perco pra um monte de elfos guerreiros pumpados com arcdruida, paragon e um joraga com 2 marcadores do kicker. Segundo game eu tenho mais removals e ganho de vida. Depois de um jogo muito tenso, consigo ganhar encima do relógio. Acabamos empatando.

Segunda Rodada - URW Midrange

Joguei contra o competidor da copa do mundo do ano passado, Elton Carneiro. O matchup é o pior para meu deck, pois ele tem acesso as melhores spot removals e ainda conta com sweepers. Minha chance é puni-lo com Smiter, Thrun e manlands... que foi o que eu fiz, até que ele conseguiu estabilizar e vencer. No segundo jogo eu coloquei muita pressão, mas novamente o relógio estava chegando ao fim e ele conseguiu estabilizar. Como eu n conseguia matar ele, mas também não morreria, o jogo terminou  1-0 para ele.

Terceira Rodada - Grull

Primeiro jogo o oponente abriu violentamente com goblin guide, emissário, porco e gor-clan rampage.. nem deu pra anotar a placa. Segundo game eu tenho ganho de vida e mais removals, consigo controlar o jogo mantendo minha vida na faixa dos 10 pontos, kitchen finks, baloths e smiters acabam ganhando o jogo. Uma coisa interessante aqui é que o oponente sideou Sulfur elemental contra mim, o que, realisticamente falando, inutiliza minhas lingering souls. Entretanto, ele melhora meu smiter, e minha manland GW, mesmo deixando-os ao alcance do burn.

No terceiro game, tirei os lingering souls pra fora e voltei as lilianas, que teoricamente são inúteis, pois dá tempo somente dele sacrificar uma criatura, o que de forma alguma diminui a pressão que ele impõe. Contudo, eu fiz uma liliana de segundo turno, um goyf 4/5 e um baloth obstinado. GG. 2-1 para mim.

Quarta Rodada - URW

Mais um badmatch. Primeiro jogo eu fiz um smiter e coloquei muita pressão até ele comprar o path do exile. Depois disso ele consegue estabilizar mantendo counters de backup e eu nunca consigo voltar para o jogo. Segundo jogo eu faço Smiter, Thrun e vou batendo, tentando colocar alguma outra pressão na mesa, seja em forma de lingering souls, shaman, ou goyf... que são removidos constantemente.

Eu consigo resolver um Deathrite Shaman e vou causando 2 de dano todo final de turno nele. Até ao ponto em que ele faz um baneslayer angel. Batendo 5 lifelink, ele vai a 15 de vida. Ele acaba estourando uma fetch e pegando uma shockland, indo a 13. No passe, eu causo mais dois levando-o a 11. Com o tempo acabando, eu tenho um  ultimo ataque: Loxodon, Thrun, Shaman e Treetop Village, 11 de dano. Declaro ataque, ele dá o raio no treetop e eu perco.

Cansado, e sem nenhuma chance de ganhar premiação, resolvo dropar com um resultado de 1-2-1.
Lições Aprendidas:

Não acho que tenha faltado treino para este torneio. Claro, eu sempre poderia ter me preparado mais se eu tivesse decidido logo o deck. Acredito que com algumas modificações no side, alguns matchups poderiam se tornar mais favoráveis, mas como em meus jogos, eu enfrentei uma pequena parcela dos decks, não posso afirmar isto.

O matchup contra URW está longe de ser impossível de vencer, mas é uma partida muito difícil e complicada. Se eu fosse jogar outro torneio amanhã no mesmo formato, talvez eu acabasse jogando com o mesmo deck, independente da frustração obtida neste PTQ. No fim, algumas lições aprendidas:
  •  Sempre espere o inesperado.
  • Chame o juiz. Em todas as partidas, eu devo ter perdido alguns minutos do relógio devido slowplay dos oponentes. O cara ter um Restoration e um Baneslayer na mão, podendo fazer os 2, levar mais do que 30 segundos para escolher qual descartar para a liliana não pode ser normal.
  • Decida um deck e melhore seus matchups. Eu poderia ter jogado com qualquer deck que eu quisesse: URW, Zoo, Junk ou qualquer outro. O que era importante, era decidir logo para acumular uma boa quantidade de treino para saber o que era necessário melhorar no deck.
Agradecimentos Finais: 

Só tenho que agradecer ao pessoal que me emprestou cartas: Matheus, Verolli, Gordo, Glass, Rafael. Também agradecer ao pessoal que viajou pro PTQ Daviland, Wellington, Rudá... o PTQ foi frustrante mas a viagem não, acabei conhecendo uma galera legal em São Paulo e a viagem foi divertida, mesmo que no final o sono tenha me feito virar um velho chato reclamando de tudo, mas acho que fiz o povo rir mesmo assim.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Gatecrash e o T2, SCG Open: Atlanta


Olá, tudo bem ?        


O fator novidade volta ao T2 e Gatecrash já se movimenta no formato mais jogado do Magic, nesse fim-de-semana tivemos o primeiro grande evento com a edição nova, 450 jogadores estavam no StarCity Open : Atlanta e muita gente (incluindo eu, lógico) estava de olho nesse evento, já que é a prévia do que veremos no Pro Tour Gatecrash daqui 2 semanas, fora que para nós tupiniquim é o começo de preparação para o GP Rio.

Após um Standard meio monótono, o top32 contou com 16 arquétipos diferentes, onde se destacou o Jund Midarange com 6 aparições. Isso se explica pelo aumento da popularidade do deck próximo ao lançamento de GTC e a adição de Stompy Ground e Devour Flesh ao baralho, fora que jund sempre parece uma escolha segura.

O top8 foi uma bela demonstração da diversidade com 8 decks diferentes,

1x Naya Humans
1x Humanimator
1x R/w Agroo
1x Jund Agroo
1x URW Flash
1x Four Color Tokens
1x Jund Midrange
1x Esper Spirits

É bem notável que apesar da adição de Gatecrash temos poucos decks realmente novos, pelos menos em uma primeira olhada. Jund, Naya, Humanimator, URW Flash, são todos decks que desde a rotação vem aparecendo entre os tops, as únicas novidades são o Esper Spirits, e BUG Tempo (em 19ª lugar), que irei em breve falar mais sobre .

“Mas po, não mudou nada ? 249 cartas novas no formato e continua tudo na mesma ?”

Mudou, e mudou bastante. O primeiro impacto de GTC está sendo na base de mana, Jund, Naya e URW já eram decks populares e é natural que as pessoas queiram melhora-los antes de tentar algo novo e as novas shock lands deixam isso bem tentador. Por exemplo o URW, a adição de Sacred Foundry ajuda o deck a ter menos terrenos que entrem virado em jogo, o que adiciona velocidade ao deck e o deixa mais competitivo para um ambiente agroo. Jund e Naya tiveram a adição de Stompy Ground, que deixou Farseek melhor e abriu a disponibilidade do Arbor Elf para esses decks. Falando em abrir disponibilidade, quem finalmente estreou no formato foi o Flinthoof Boar, não sabe quem é ? Bom, acostume-se com o companheiro inseparável da Stompy Ground :





Flinthoof Boar representa para mim bem esse Open, parece que não tem nada muito novo por terem ainda poucas cartas da nova edição, mas as novas shocks fizeram várias cartas finalmente entrarem no formato.


Deck do Campeão, Naya Humans, por Joseph Herrera





























Pega essa lista do Naya e troca os terrenos de GTC por tap lands, pois é, fica bem  pior. Outra adição de GTC que acabou sendo importante para esse deck foi o Médico, que além de anular possíveis Bonfires e Revelações ajudou muito nesse ambiente agressivo do Open.

Algo interessante sobre essa lista é a opção de usar Wolf-Run ao invés de Gavony Township, que é uma escolha por explosão e vantagem no combate em detrimento de uma vantagem lenta e estável, o que acabou sendo bem acertado já que o ambiente estava sendo definido basicamente por quem levava mais vantagem em combate.


2ª Lugar, Humanimator, Brian Braun-Duin
























Brad Nelson e Brain Braun-Duin jogaram com o mesmo deck e foi o deck que quebrou o ambiente do Open.

Em um formato com tantas novidades o esperado são vários decks agroos e alguns controls, nunca um combo forte. Humanimator teve o mérito de ser completamente inesperado e por pouco não levou o campeonato.

Claro que esse fator surpresa também deixa bem mais difícil analisar quão bom é o baralho, o ambiente estava quase que isento de hates contra cemitério  e não testou os possíveis anti-hates do deck, Ray of Revelation (contra Rest in Peace) e Appetite for Brains (contra Slaughter Games), mas mesmo assim o deck é forte, apesar de ser extremamente limitado sem o combo,  os huntmaster são seu único plano B, ao contrário da versão anterior que tinha peddler + Staticaster. Cartel Aristocrat caiu que nem uma luva  e tem uma sinergia ótima com o Fiend Hunter.  Provavelmente veremos muito hates para esse tipo de estratégia nos próximos Opens, o que obrigaria o deck a uma versão mais maleável.


3º Lugar, R/w Agroo, Andrew Schneider



















Ok, isso não chega a ser um boros, é mais um RDW com Boros Charm. Esse 3º lugar (e o 9º com uma lista parecida) só mostram o que o MOL comprova faz tempo, RDW é um deck bom e competitivo, a adição de Boros Reckoner e Quebra-Crânios ajudou o deck a passar por cima de possíveis bants e ter mais shocks no ambiente também significa mais dano.


4º Lugar, Experiment Jund, Tyler Lindsey

























Duas das minhas cartas preferidas da edição acharam um lar, Experimento Um e Rampager, fora nosso “estreante” Fronthoof Boar. A interação do deck com Experimento Um é assustadoramente forte e faz dele um pequeno Tarmogoyf.

A idéia de um jund agroo não é nova, na verdade existe à vários meses e já foi muito bem trabalhada por #edelgenius, mas esse melhora na base de mana fazem um reposicionamento do deck, deixando possível por exemplo o uso de Geist , o que antes era bem difícil.

Vale ressaltar a presença de Gruul e Rakdos Charm no side que não são escolhas comuns, mas acabaram sendo bem corretas.


8º Lugar, Esper Spirits, Eddie Walker





























Momento Déjà vu, logo após Dark Ascension, segunda edição do bloco de Innistrd, um Esper Spirits fez top8 no StarCity Open e uma semana depois era a grande sensação do Pro Tour. Em duas semanas teremos outro Pro Tour no formato Standard e novamente aparece um Esper Spirits, isso não quer dizer porra nenhuma, mas é legal encher o texto com esse tipo de curiosidade. xD

Sobre o deck, é uma versão mais lenta do deck que fez top8 no Pro Tour Dark Ascension, já que não tem Imagem Phantasmal, que era insanamente boa com o lord. Essa versão tenta compensar a velocidade com geist e Blind Obedience, mas acaba sendo um midrange com várias remoções, onde destaco o Orzhov charm, que só usa sua opção de remoção, e Devour Flesh, que além de ajudar contra geist alheios é mais uma remoção para olivias da vida. O baralho tem a mesma falha do antecessor de perder para remoções globais, mas com a ausência de um slagstorm no formato, os problemas são menores.


Um deck que eu realmente gostaria de destacar é o BUG Tempo que  fez 8-2 e ficou em 19º lugar..

























A primeira coisa que me chamou atenção foi a presença de Delver na lista, depois de muito tempo volta-se a falar nele, simplesmente pelo aumento do impacto de uma criatura 3/2 voar turno 2, muitos decks só entram na partida turno 3, então o delver pode dar tirar um tanto considerável de vida e com 24 mágicas realmente não é muito difícil faze-lo flipar . Deathrite Shaman é uma das minhas cartas favoritas ultimamente e eu estava ansioso para ver sua interação com Thought Scour.

Prefeito de Avacyn já é uma carta que eu torci o nariz bastante, inclusive depois de testar o deck, ele tem o potencial de finisher que o deck precisa e independente se está flipado ou não é possível aproveita-lo, mas na maioria das vezes é fácil de remover e acaba não dando o tanto de trabalho desejado.   Outra carta que não gostei muito foi Devour Flesh, é ótima contra Olivia, que come esse deck com farinha, mas é péssima contra a maioria dos agroos, na verdade esse problema que citei acontece um pouco com esse baralho, precisar comprar as cartas certas para determinada situação e vir outra coisa, o deck tem poucas cartas realmente versáteis.

Algumas adições que testei foram Quirion Dryad no lugar do Prefeito, porque faz melhor  o papel de “tarmogoyf” e é menos vulnerável, além de não ter problemas com snap em hora errada, e Rapid Hybridization no lugar de Devour por ser mais versátil e pegar Olivia.

O deck tem muito potencial, o uso de dispel de main, por exemplo, é uma grande sacada, só acho que precisa de uma “recalibrada”.

Bom essa foi minha análise do Open, eu sempre gosto de ver essas primeiras semanas de uma edição e o desenvolvimento do formato, ainda mais com um Pro Tour tão próximo.

Até a próxima,


Rudá Andrade


Twitter @_Rudandrade